Bombardeio com 160 mísseis em poucos minutos atinge áreas urbanas e gera acusações de violação de cessar-fogo
Uma ofensiva aérea de grandes proporções realizada por Israel deixou um rastro de destruição no Líbano nesta quarta-feira (8). Em apenas 10 minutos, cerca de 160 mísseis foram disparados contra o território libanês, resultando em mais de 250 mortos e aproximadamente 900 feridos, segundo autoridades locais.
Os ataques atingiram cerca de 100 alvos ligados ao Hezbollah, conforme informou o Exército israelense. No entanto, áreas densamente povoadas também foram atingidas, incluindo regiões da capital, Beirute, onde se concentra a maior parte das vítimas. Só na cidade, ao menos 182 pessoas morreram.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram prédios sendo reduzidos a escombros e cenas de desespero nas ruas. Equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes em meio aos destroços, enquanto hospitais enfrentam sobrecarga com o alto número de feridos.
O governo libanês classificou o episódio como um dos mais letais da atual escalada do conflito. Já o Exército de Israel afirmou que os bombardeios foram necessários, alegando que integrantes do Hezbollah estariam operando entre civis. A força militar também declarou ter emitido alertas prévios para evacuação das áreas atingidas.
A ofensiva ocorreu poucas horas após o anúncio de um cessar-fogo na região, ampliando a tensão internacional. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as operações no Líbano não estão incluídas no acordo e que os ataques continuarão.
Do outro lado, o Irã acusou Israel de violar a trégua e elevou o tom das ameaças, afirmando que o país “pagará caro” caso mantenha as ofensivas. A crise se agravou ainda mais com o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio a Israel, enquanto outros países e mediadores internacionais divergem sobre a abrangência do cessar-fogo.
O novo capítulo do conflito reacende alertas sobre uma possível escalada ainda maior no Oriente Médio, com impactos humanitários e geopolíticos que já começam a repercutir em todo o mundo.



